quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Tu consegues ficar na indecisão, quanto tempo?

"Quanto tempo você consegue ficar na indecisão?"

Decidir sobre algo que mudará nossa vida por completo é uma tarefa árdua, que exige uma boa medida de paciência, angústia, medo e ansiedade. Se for de maneira sensata, você vai ganhar também um milhão e meio de perguntas do tipo: por que, para que, como, para quem, quando, quanto, será?. E as mesmas vem com uma cobertura de um longo tempo de observação antes das respostas. Isso, se elas surgirem.
Por isso, além de todos os prejuízos psicofisiológicos, a indecisão demanda TEMPO. E eis que surge o grande vilão do mundo capitalista e do nosso equilíbrio mental, espiritual e corporal de hoje.
O tempo não cabe mais em nosso cotidiano, é fato! Não temos tempo para refletir, para respirar antes de subir mais uma escada na estrada da vida, para se arrepender, para desistir e recomeçar, para escrever este texto de forma mais coerente e concisa etc.
E assim vamos passando batido pelos versos e revessos da vida, sem perceber em que caminho estamos e o que verdadeiramente buscamos.
O "quanto tempo você consegue ficar na indecisão?" é paradoxal, pois não há TEMPO necessário para a melhor decisão. Se é que ela existe mesmo. O TEMPO não é nem garantia do não arrependimento, da diminuição do sofrimento ou da salvação.
E o que ele é mesmo, então?
Talvez uma alavanca que nos empurra para o inevitável ou uma trava que emperra os nossos passos. Tudo vai depender do ponto de vista e da construção do eu de cada indivíduo.
Na minha visão, ele é uma alavanca e o vilão é a nossa individualidade.
Hummm...um bom tema para o próximo post.
Vou dar pulos e não passos com o tempo, então.
Até mais!

To be continued...

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