"Quanto tempo você consegue ficar na indecisão?"
Decidir sobre algo que mudará nossa vida por completo é uma tarefa árdua, que exige uma boa medida de paciência, angústia, medo e ansiedade. Se for de maneira sensata, você vai ganhar também um milhão e meio de perguntas do tipo: por que, para que, como, para quem, quando, quanto, será?. E as mesmas vem com uma cobertura de um longo tempo de observação antes das respostas. Isso, se elas surgirem.
Por isso, além de todos os prejuízos psicofisiológicos, a indecisão demanda TEMPO. E eis que surge o grande vilão do mundo capitalista e do nosso equilíbrio mental, espiritual e corporal de hoje.
O tempo não cabe mais em nosso cotidiano, é fato! Não temos tempo para refletir, para respirar antes de subir mais uma escada na estrada da vida, para se arrepender, para desistir e recomeçar, para escrever este texto de forma mais coerente e concisa etc.
E assim vamos passando batido pelos versos e revessos da vida, sem perceber em que caminho estamos e o que verdadeiramente buscamos.
O "quanto tempo você consegue ficar na indecisão?" é paradoxal, pois não há TEMPO necessário para a melhor decisão. Se é que ela existe mesmo. O TEMPO não é nem garantia do não arrependimento, da diminuição do sofrimento ou da salvação.
E o que ele é mesmo, então?
Talvez uma alavanca que nos empurra para o inevitável ou uma trava que emperra os nossos passos. Tudo vai depender do ponto de vista e da construção do eu de cada indivíduo.
Na minha visão, ele é uma alavanca e o vilão é a nossa individualidade.
Hummm...um bom tema para o próximo post.
Vou dar pulos e não passos com o tempo, então.
Até mais!
To be continued...
Este blog tem o propósito de registrar meus gritos existenciais nesse mundo que não me cabe. Espero que muitos, poucos ou apenas um conforte-se em saber que não é único nesta sensação de não-pertencimento ao padrão social e que o blog sirva de espaço para outros gritos que não somente os meus.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Hoje!
Inspirada pelo clipe e música "Não vou me adaptar" de Arnaldo Antunes em parceria com Nando Reis, inicio meu primeiro post falando sobre Adaptação.
Adaptar-se, reestabelecer o equilíbrio entre o organismo e o ambiente. Organismo aqui referido, sou eu e você que acompanha este post.
Para início de conversa, para escrever neste blog já estou praticando uma adaptação, pois preciso transformar o pensamento em frases e depois em estímulos para o cérebro que envia ordens para as minhas mãos teclarem cada letra de cada palavra no teclado do computador.
A adaptação, então, está presente em tudo que fazemos. Estamos o tempo todo nos movimentando e nos adaptando às exigências do cotidiano. Assim, estamos nos adaptando ao século XXI. Mais especificamente, ao tempo "corrido" da informação.
Estamos na era da "Velocidade Máxima". Construímos relações com o outro rápido demais, de forma que não há tempo suficiente para a construção de uma base sólida e confiável. Num dia, estamos no "Muito prazer, Fulano"; no dia seguinte, somos melhores amigos.
As relações sociais, portanto, estão acompanhando a rapidez da nova era e a nova forma de escrever em, no máximo, 190 caracteres. O que já está se tornando espaço demais para alguns. E como um velho e atual ditado diz: "O que vem rápido, vai embora rápido", a informação que chega em segundos, também é esquecida e passada adiante em segundos, sem reflexão, sem o cuidado necessário com o real significado atribuído a ela.
Retornando ao conceito de adaptação, esta informação vazia não me interessa por aqui, por isso, HOJE, recuso-me a adaptar-me a esse novo jeito de expressão e comunicação.
Vou escrever textos considerados longos para o novo sujeito social, mas quem me importa são justamente aqueles que decidem ler um "grande" texto até o final, os quais, talvez, eu consiga fazer-me compreensível. E isso já será o bastante.
Obrigada!
Adaptar-se, reestabelecer o equilíbrio entre o organismo e o ambiente. Organismo aqui referido, sou eu e você que acompanha este post.
Para início de conversa, para escrever neste blog já estou praticando uma adaptação, pois preciso transformar o pensamento em frases e depois em estímulos para o cérebro que envia ordens para as minhas mãos teclarem cada letra de cada palavra no teclado do computador.
A adaptação, então, está presente em tudo que fazemos. Estamos o tempo todo nos movimentando e nos adaptando às exigências do cotidiano. Assim, estamos nos adaptando ao século XXI. Mais especificamente, ao tempo "corrido" da informação.
Estamos na era da "Velocidade Máxima". Construímos relações com o outro rápido demais, de forma que não há tempo suficiente para a construção de uma base sólida e confiável. Num dia, estamos no "Muito prazer, Fulano"; no dia seguinte, somos melhores amigos.
As relações sociais, portanto, estão acompanhando a rapidez da nova era e a nova forma de escrever em, no máximo, 190 caracteres. O que já está se tornando espaço demais para alguns. E como um velho e atual ditado diz: "O que vem rápido, vai embora rápido", a informação que chega em segundos, também é esquecida e passada adiante em segundos, sem reflexão, sem o cuidado necessário com o real significado atribuído a ela.
Retornando ao conceito de adaptação, esta informação vazia não me interessa por aqui, por isso, HOJE, recuso-me a adaptar-me a esse novo jeito de expressão e comunicação.
Vou escrever textos considerados longos para o novo sujeito social, mas quem me importa são justamente aqueles que decidem ler um "grande" texto até o final, os quais, talvez, eu consiga fazer-me compreensível. E isso já será o bastante.
Obrigada!
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