segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Hoje!

          Inspirada pelo clipe e música "Não vou me adaptar" de Arnaldo Antunes em parceria com Nando Reis, inicio meu primeiro post falando sobre Adaptação.



          Adaptar-se, reestabelecer o equilíbrio entre o organismo e o ambiente. Organismo aqui referido, sou eu e você que acompanha este post.
          Para início de conversa, para escrever neste blog já estou praticando uma adaptação, pois preciso transformar o pensamento em frases e depois em estímulos para o cérebro que envia ordens para as minhas mãos teclarem cada letra de cada palavra no teclado do computador.
          A adaptação, então, está presente em tudo que fazemos. Estamos o tempo todo nos movimentando e nos adaptando às exigências do cotidiano. Assim, estamos nos adaptando ao século XXI. Mais especificamente, ao tempo "corrido" da informação.
          Estamos na era da "Velocidade Máxima". Construímos relações com o outro rápido demais, de forma que não há tempo suficiente para a construção de uma base sólida e confiável. Num dia, estamos no "Muito prazer, Fulano"; no dia seguinte, somos melhores amigos.
          As relações sociais, portanto, estão acompanhando a rapidez da nova era e a nova forma de escrever em, no máximo, 190 caracteres. O que já está se tornando espaço demais para alguns. E como um velho e atual ditado diz: "O que vem rápido, vai embora rápido", a informação que chega em segundos, também é esquecida e passada adiante em segundos, sem reflexão, sem o cuidado necessário com o real significado atribuído a ela.
          Retornando ao conceito de adaptação, esta informação vazia não me interessa por aqui, por isso, HOJE, recuso-me a adaptar-me a esse novo jeito de expressão e comunicação.
          Vou escrever textos considerados longos para o novo sujeito social, mas quem me importa são justamente aqueles que decidem ler um "grande" texto até o final, os quais, talvez, eu consiga fazer-me compreensível. E isso já será o bastante.

Obrigada!

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